Descontado o fato de ter acordado às 4h para voar só às 8h30… fiz ótima viagem, com conexão em Bogotá. De lá para Quito viajei com dois bispos, Fausto e Manuel. Cheguei no fim da tarde, com tempo apenas para um banho, uma corrida para comprar água e um delicioso locro à moda de Quito, uma sopa com batatas, queijo e abacate. Hummm…

Brasileir@s precisam descobrir o Ecuador (assim se escreve por aqui)! Vamos à Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Peru, México… mas não conhecemos o centro do mundo! É um país de pequenas dimensões geográficas, mas muito valente! Seu povo se orgulha de suas qualidades – não senti nem uma pontinha de complexo de vira-lata[1]… embora lamentem ter “perdido” sua moeda local, usando o US$ desde 1.999, quando o Sucre chegou a valer 1/25.000 de US$1!

 Tem uma grande e excelente produção agrícola, sendo o 1º produtor de bananas, o 2º de cacau (considerado o melhor do mundo, é exportado para Bélgica e Suíça, por ex.), o 4º de rosas (são mais de 400 tipos!) – o 1º é a Colômbia e Ecuador é o 2º da América Latina; e o 5º de brócolis.

 Talvez por causa de sua rica produção agrícola, sempre haja opções vegetarianas nos menus em geral, o que é ótimo, embora sejam raros os restaurantes vegetarianos.

 A foto é do Solitário Jorge[2].

Quito                                           Mitad del Mundo      

Parque Nacional de Cotopaxi e Riobamba      

El Nariz del Diablo                          Galápagos


[1] “Complexo de vira-lata” é uma expressão criada pelo dramaturgo e escritor brasileiro Nelson Rodrigues, a qual originalmente se referia ao trauma sofrido pelos brasileiros em 1950, quando a Seleção Brasileira foi derrotada pela Seleção Uruguaia de Futebol na final da Copa do Mundo em pleno Maracanã. O Brasil só teria se recuperado do choque em 1958, quando ganhou a Copa do Mundo pela 1ª vez. Para Rodrigues, o fenômeno não se limitava somente ao campo futebolístico. Segundo ele, “por ‘complexo de vira-lata’ entendo a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo“. Ainda segundo Rodrigues, “o brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a autoestima“.

[2] As tartarugas gigantes de Galápagos estão entre as espécies observadas pelo cientista britânico Charles Darwin e que contribuíram para que ele formulasse, no século XIX, a teoria da evolução. A tartaruga-das-galápagos-de-pinta (Chelonoidis nigra abingdoni) foi uma subespécie de tartaruga terrestre endêmica da ilha de Pinta, nas ilhas Galápagos. O último indivíduo conhecido foi um macho denominado “Lonesome George” (Jorge Solitário) que morreu em 24.06.2012. Em seus últimos anos, foi considerado a criatura mais rara do mundo, e é tido como um forte símbolo para os esforços de conservação ambiental nas Galápagos e internacionalmente.Recebeu seu nome em homenagem a um personagem interpretado pelo ator americano George Gobel. George foi visto pela 1ª vez na ilha de Pinta em 01.12.1971 pelo biólogo americano Joseph Vagvolgyi. Remanejado, por sua própria segurança, para a Estação Científica Charles Darwin, George compartilhou o mesmo ambiente com duas fêmeas de subespécies diferentes, porém embora o acasalamento tenha ocorrido e ovos tenham sido produzidos, nenhum foi chocado com sucesso. Posteriormente foram colocadas em seu curral fêmeas da espécie da ilha Española, geneticamente mais próximas, e ainda estão na espera para saber se porão ovos e se serão chocados com sucesso. As “namoradas” de George foram selecionadas por meio de testes genéticos. Embora de subespécies diferentes, as duas fêmeas são compatíveis com ele.