Ontem (dia 8) foi um dia de viagens – fizemos dois voos: de Bangalore a Chennai e de lá para Trichy, onde ficamos no Hotel Sangam – http://www.hotelsangam.com/home.html – Collector’s Office Road, Trichy – 620 001; Phone: 91-431-4244555/2414700; Fax : 91-431-2415779

Tiruchirappalli, Tiruchi ou Trichy, é uma cidade no estado de Tamil Nadu e o quartel general administrativo do distrito Tiruchirappalli. É a 4ª maior municipalidade de Tamil Nadu, a 4ª maior aglomeração urbana do estado e também um centro industrial e educacional importante. A cidade tem significado antigo e foi registrada em diferentes épocas. Tinha quase 900 mil habitantes em 2011.

O Instituto Nacional de Tecnologia (NIT), Instituto Indiano de Administração, Universidades Bharathidasan e de tecnologia tem seus campus na cidade. Trichy é internacionalmente popular pela marca de cheroot conhecido como Trichinopoly, charuto que foi exportado em larga escala para o Reino Unido no século XIX.

Fomos conhecer o templo dedicado ao elemento água. Há uma parte especial do templo onde só entram hindus. Shino foi lá e trouxe para nós flores de lótus, desejando um ano auspicioso.

É dito que Shiva é adorado aqui na forma de um lingam sob um jambeiro. Dois assistentes (ganas) de Shiva nasceram como elefante e aranha (depois de serem amaldiçoados). A aranha tecia a teia sobre o lingam para protegê-lo da luz do sol. O elefante adorava-o trazendo água em sua tromba e vertendo-a no Shiva Lingam. Assim o elefante destruía a teia de aranha. A aranha, com raiva, um dia picou o elefante na tromba, enquanto ele agitou sua tromba para matá-la. Ambos morreram no conflito, mas Lord Shiva concedeu Moksha (liberação) para ambos, por seus serviços devocionais. Também é dito que Devi Parvati (como Akhilandeswari) adorou Lord Shiva aqui na forma de Jala Lingam (Lingam feito de água).

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Ficamos passeando em meio àquelas inúmeras (parece que são 2.000…), imensas e antiquíssimas colunas, que nos reportam a… a que? Quem lembra??

Enfim, são sensações indescritíveis, ao mesmo tempo de fora pra dentro e de dentro pra fora. É tudo muito grandioso, muito impressionante! E, em meio a tudo isso, claro, ela: a vaca – lá passando calmamente, dessa vez com um “dono” (?) que aproveitava pra ganhar uns trocados de quem a fotografava.

Almoçamos num restaurante popular, onde comemos um “comercial”, em que vinham nada menos do que 12 porções (sobremesa inclusa), acompanhadas de arroz à vontade todo o tempo. Poucos conseguiram comer tudo. Toda essa comida mais refrigerante custou, a cada um, o correspondente a R$ 6,00!

Observando a rua… é comum ver homens trabalhando nas calçadas como costureiros (com a máquina, veja!), barbeiros, passadores de roupa. Também é comum ver, nessas cidades do sul, igrejas e colégios católicos, inclusive com as crianças uniformizadas como não se usa mais no Brasil.

À tarde fomos ao Templo de Pedra, o Rock Temple. Foi construído numa pequena caverna e está a 83 metros de altura. Para atingi-lo, subimos 258 degraus… De lá há uma ótima vista da cidade. Ele fica numa região que é a verdadeira Rua 25 de Março de Trichy!

Quem ainda não conhecia, foi apresentado ao famoso tuctuc! Como também existe no Peru, trata-se de um veículo adaptado: é uma moto com carroceria.

Andar de tuctuc na Índia é uma aventura com muita emoção! Lembra muito os carrinhos bate-bate de nossos parques de diversão. Os motoristas aceleram, freiam e desviam sem aviso prévio e creio não ser recomendável um passeio desses logo após uma refeição. Mas, quando for à Índia, não perca: ande de tuc-tuc!!

10/1 – Hoje o dia foi bem cansativo e especialíssimo. Fomos (4h de ida + 4h de volta) de ônibus ao templo de Shiva dedicado ao elemento éter , o espaço. É o templo de Shiva mais importante de toda a Índia. Aí viveu Patanjali . A cerimônia foi bastante longa, mas esbanjou energia! O templo tem mais de 3.000 anos, imagine… Neste também um brâmane nos acompanhou, abençoou e explicou o que acontecia. Para quem veio buscar o que viemos… perfeito!

O velho templo de Chidambaram é dedicado a Shiva na sua forma de bailarino cósmico (Nataraja). É uma das cinco danças de salão (Sabha) de Nataraja e a mais famosa. Chidambaram é o Kanaka (ouro) Sabha. Este é o Akasa Sthalam representando o espaço entre os cinco Bootha Sthalams. A simples palavra “Kovil” pode automaticamente significar templo Chidambaram para shivaístas.

A palavra Chidambaram pode ser derivada de chit, significando consciência, e ambaram, significando céu (de aakasam ou aakayam); refere-se ao chidaakasam, o céu da consciência, que é o último alvo a ser atingido, de acordo com todas as escrituras vedas. Outra teoria é que é derivada de chit + ambalam. Ambalam significa um estágio de realizar artes. O chidakasam é o estado de suprema felicidade ou ananda e Lord Natarajar é essa representação simbólica. Os shivaístas acreditam que uma visita ao Chidambaram leva à liberação. Há ainda uma outra teoria, derivada da palavra chitrambalam, from chithu significando jogo ou dança de Deus e ambalam significando estágio.

Enfim… devíamos ter ido mais cedo! E teríamos lindas fotos ao menos do lado de fora! Considerando o horário que fomos, ao sair do templo já escurecia e não pudemos fotografar nem sequer o lado externo! (Essas fotos são da net). É que dentro deste templo não é permitido tirar fotos. A questão é que os templos são administrados ou pelo poder público ou por alguma entidade privada e quem administra é que faz as regras. “This is India!” Veja fotos de Trichy!