Rocky nasceu na casa do meu querido amigo Hervé em 2010. Na época meu filho já pensava em sair de casa e sabíamos que a Pepita precisaria de um companheiro, pois nunca havia ficado sozinha. Assim, quando a Mel teve a ninhada, logo escolhi o Rocky, todo pretinho com sobrancelhas marrons. Um dos menores.

Ele só veio para nós com seis meses, quando meu filho se mudou e parecia muito tímido. Até então tinha vivido com a mãe e os irmãos. Fui buscá-lo no próprio dia da mudança, pra ele entrar junto com a Pepita na casa nova. Ele chorou o caminho inteiro e só parava nos semáforos, quando ganhava carinho. Fiquei o dia todo com os três (a Dalila também, claro) e, no fim da tarde, ele já deitava a cabecinha no meu colo. Em poucos dias meu filho disse que o Rocky é quem estava mais à vontade na casa nova.

Na verdade ele é tímido. É garboso, senta com as patas cruzadas e é educado. É um ótimo cão. Ele é genérico, um verdadeiro multirracial, desses que vemos inúmeros nas ruas, mas tem seu charme: os dentes inferiores proeminentes, o que encanta a tod@s que o conhecem. Por ser comportado também é o único autorizado a ficar no meio das pessoas quando há festas.

Ama a Pepita de paixão, que é, para ele, um misto de mãe, irmã e namorada. Também nutre um carinho profundo por meu filho e reconhece nele, claramente, o dono, o patrão. Sempre que abraço a Pepita ele se coloca no meio, não sei se por mim ou por ela… acho que pela 2ª opção!

Rocky dá trabalho pra comer… muito trabalho! Ele é capaz de ficar dois dias sem comer, dá pra acreditar? Se se tratar de petiscos, ele é o 1º a sentar pra ganhar. Mas ração que é bom, nem pensar. É preciso cozinhar pra ele: arroz, carne, cenoura etc. e levar pra dentro de casa, pra comer sozinho e sossegado, antes dos demais. Só assim ele come um pouco. Está abaixo do peso! Disciplinado na medida do possível, também pra passear ele é o 1º a sentar para colocar a coleira.

Passei por uma cena muito especial com ele: fui levá-lo ao veterinário e pegamos um trânsito i-n-a-c-r-e-d-i-t-á-v-e-l! Era devagar quase parando a completamente parados por um bom tempo. Apesar da guia presa no banco de trás do carro, ele sentou no banco do carona, ao meu lado. Lá pelas tantas, já super cansada por não conseguir sair do lugar, eu desabafei: “ai, Rocky…” então ele apoiou a pata no meu braço e deu uma lambida no meu rosto. Não é D-E-M-A-I-S?!? Veja fotos do Rocky!