A opção de não comer carne, de não consumir cadáveres de animais, pode ser tomada a partir de uma ou mais óticas abaixo:

Saúde física – curiosamente os pediatras orientam para colocar “carninha” na sopa dos bebês e, mais tarde, os cardiologistas, oncologistas e outros especialistas mandam evitar carne, simplesmente porque todos sabem os males que causa.

Saúde energética – A grande maioria dos animais carnívoros come carne crua e fresca: “pega, mata e come”. Não guarda para depois, não cozinha, assa, frita etc. Pedaços de carne não são nada mais do que fragmentos de cadáver. Será que alguém em sã consciência não sabe que isso não pode ser bom energeticamente? E nem para a saúde física, fala sério! Creio que se as pessoas lembrassem disso, diminuiria muito seu consumo. Quanto mais tempo demora pra ser consumida (congelada ou não) após a morte do animal, pior a energia ingerida. Além disso, os animais (principalmente os mamíferos) sofrem ao morrer, sentem dor, medo, angústia! Todo esse sofrimento, evidentemente, está nas células que são ingeridas. Nada disso é levado em consideração ao devorar um bife ou outro tipo qualquer de carne, mas não é por isso que a energia negativa se transforma em positiva, evidentemente.

Amor aos irmãos animais (também o somos, é bom lembrar) – A questão ética é a que mais pesa na opção dos que não comem animais. Segundo dados do IBGE, dos oito milhões de vegetarianos brasileiros, cinco milhões o são por questões éticas. São pessoas que sabem que há N fontes de proteína, ferro e outros nutrientes na natureza, que se recusam a participar da rede de assassinato de animais, que optam por se alimentar de forma mais leve e mais saudável. É perfeitamente compreensível que na Idade da Pedra, antes do desenvolvimento da agricultura, os humanos se dedicassem à caça. Mas faz muuuito tempo que a agricultura se desenvolveu e essa matança deixou de ser necessária. Não há dúvida que deixar de comer animais faz parte da evolução espiritual humana e por isso é crescente o número de adeptos ao vegetarianismo, embora em ritmo inferior ao desejado.

Respeito à natureza humana – Trechos escolhidos do livro A Ciência Sagrada, de Sri Yukteswar – “o formato de nosso estômago é o dos animais frugívoros (não dos carnívoros). Nos animais carnívoros os incisivos são pouco desenvolvidos, os caninos bastante longos, lisos e pontiagudos. Os

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molares também são pontudos e estas pontas não se unem, mas se ajustam estreitamente lado a lado. Seus intestinos são de três a cinco vezes mais longos que seu corpo, quando medidos da boca ao ânus e seu estômago é quase esférico. Quando o animal carnívoro encontra a presa, sente tanto prazer que seus olhos começam a brilhar, ataca a vítima e sorve com sofreguidão os jatos de sangue.

Nos animais frugívoros todos os dentes têm quase a mesma altura; os caninos são pouco projetados, cônicos e rombudos. Os molares têm coroa larga revestida na parte superior de pregas esmaltadas para evitar o desgaste causado pelo movimento lateral, não são pontudos, inapropriados para mastigar carne. Seus intestinos têm de 10 a 12 vezes a extensão de seu corpo, seu estômago é um pouco mais largo do que o dos carnívoros e tem um prolongamento no duodeno, que funciona como um 2º estômago. Os sentidos dos animais frugívoros sempre os dirigem para os frutos das árvores do campo.

Os dentes humanos não se parecem com os dentes dos carnívoros, nem com os dos herbívoros ou dos onívoros. Eles se parecem com os dos animais frugívoros. A dedução razoável portanto, é de que o ser humano é um frugívoro ou um animal comedor de frutas[1]. Os intestinos humanos têm de três a cinco vezes a extensão do corpo humano – cometendo-se um equívoco ao se medir o corpo da parte superior da cabeça até a sola dos pés, em vez de partir da boca ao ânus. Assim infere-se o ser humano é com toda probabilidade um animal frugívoro. Em todas as raças humanas verificamos que os sentidos de olfato, audição e visão nunca levam à matança de animais; ao contrário, não podem sequer suportar a visão dessas chacinas. É sempre recomendável que os matadouros sejam mantidos bem longe das cidades; os homens com frequência, expedem rigorosos regulamentos proibindo o transporte de carnes descobertas. Os olhos e o nariz humano rejeitam a carne, a menos que venha disfarçada com o sabor de temperos. Por outro lado, achamos deliciosa a fragrância das frutas, cuja visão nos deixa muitas vezes com água na boca. Pode-se também notar que vários cereais e raízes têm odor e sabor agradáveis, embora fracos, mesmo quando não estão preparados. Outros alimentos não são naturais para o ser humano e sendo incompatíveis com o sistema são necessariamente estranhos a ele; quando entram no estômago, não são adequadamente assimilados. Misturados com o sangue, acumulam-se nos órgãos excretórios e em órgãos não adaptados adequadamente a eles. Se não são eliminados, depositam-se nas fendas dos tecidos pela lei da gravidade e, ao fermentarem, produzem doenças mentais e físicas, levando à morte prematura. Daí também se deduz que o ser humano tende a ser um animal frugívoro.”

Questão ambiental – Resumo de estudo da Sociedade Vegetariana Brasileira: A criação maciça de animais para consumo humano é o centro de quase todas as catástrofes ambientais: destruição de florestas, desertificação, escassez de água doce, poluição do ar e da água, chuva ácida e erosão do solo. Seguimos um padrão de uso da terra inventado no período neolítico e cuja viabilidade já era questionável há 500 anos, quando ainda éramos cerca de meio bilhão de pessoas no planeta. De lá para cá, a população cresceu 13 vezes e o sistema continua o mesmo.

Em cada kg de carne bovina:

• liberação de óxido nitroso, cerca de 300 vezes mais prejudicial do que o CO2;

• 10 mil m2 de floresta desmatada;

• consumo de 15 mil litros de água doce limpa;

• emissão de dióxido de carbono e metano diretamente na atmosfera;

• despejo de boro, fósforo, mercúrio, bromo, chumbo, arsênico, cloro entre outros elementos tóxicos provenientes de fertilizantes e defensivos agrícolas, que se infiltram no solo e atingem os lençóis freáticos;

• descarte de efluentes como sangue, urina, gorduras, vísceras, fezes, ossos etc., que chegam aos rios e oceanos depois de contaminarem solo e aquíferos subterrâneos;

• consumo de energia elétrica e de combustíveis fósseis.

- Estima-se que, no mundo, a cada segundo, uma área de floresta tropical do tamanho de um campo de futebol seja desmatada para produzir carne de boi equivalente a 257 hambúrgueres.

- É possível alimentar 40 pessoas com os cereais normalmente usados para gerar apenas 225 g de carne bovina.

- 18% da emissão de todos os gases causadores do aquecimento global são gerados apenas pelas indústrias da carne.

- A produção de carne consome 10 a 20 vezes mais energia por ton. processada do que a produção de vegetais.

- Metade da agricultura mundial é voltada para a produção de ração para animais e a carne dos animais abatidos é acessível a menos de 15% dos seres humanos. é preciso cerca de 11 a 17 calorias de proteínas de grãos para criar uma única caloria de proteína de carne bovina (a carne de peixe, frango ou porco tem valores semelhantes).

EUA, União Européia, China e Brasil concentram o consumo global de cerca de 60% da carne bovina, mais de 70% da carne de frango e mais de 80% da carne de porco.

No Brasil, 45% da água doce é gasta na pecuária e 45 milhões de pessoas não têm acesso à água potável. A pecuária utiliza e contamina, em sua cadeia produtiva, mais água do que as cidades. Para cada kg de carne produzido no Cerrado brasileiro, perdem-se de 6 a 10 kg de solo por erosão. Segundo o Instituto CEPA, um único boi precisa de um a quatro ha de terra e produz, em média, 210 kg de carne, no período de quatro a cinco anos. Hoje há, na Amazônia, três vezes mais bois do que pessoas e 70% da carne produzida lá é consumida na rica região Sudeste. Em algumas regiões do Sul a contaminação das fontes naturais de abastecimento de água por coliformes fecais chega a 85%. Segundo a Cetesb, os abatedouros de SP utilizam, em média, 12 litros de água para processar a carcaça de um frango e 2.500 litros para a de um bovino. 5 milhões de suínos de SC poluem as águas e o solo do estado com emissão de dejetos e efluentes tóxicos equivalentes aos de 45 milhões de pessoas!

O produtor de carne não paga a água que usa, nem os abundantes efluentes (água contendo restos químicos e orgânicos) que gera. No preço da carne para o consumidor final não estão contabilizados estes custos, nem os danos ambientais causados pela criação de animais. Para que a indústria da carne pare de crescer, tem que deixar de ser um bom negócio! Para isso, os custos ambientais precisam ser levados em conta.

Água limpa é usada, em média, apenas para matar a sede de cada animal: vaca leiteira = 40 litros/dia. Se levarmos em conta a água necessária para asseio, o consumo de uma vaca leiteira, por exemplo, sobe para 90 litros/dia. Vale lembrar que o favelado dos países pobres tem acesso, em média, a apenas 20 litros de água/dia.

São 50 a 60 mil litros d’água por kg de camarão produzido. A construção dos viveiros, principalmente no litoral nordestino, degrada nascentes e compromete os manguezais. Provoca alterações da fauna e flora, piora a qualidade da água potável, polui as águas costeiras com toneladas de excrementos e ainda expulsa os pescadores tradicionais dos mangues.

 


[1] Como fruta compreende-se qualquer produto da vida vegetal útil ao ser humano. A dieta frugivorista aqui referida abrange os vegetais, legumes, hortaliças, nozes e cereais (Nota do Editor).