Pepita foi encontrada com sua linda irmãzinha Betina por meu filho, numa caixa, na chuva e no frio, em 2007. Ele não resistiu, evidentemente, colocou as meninas no carro e deu o que tinha: sanduíche de salame!!! Elas só tinham um mês de idade e foram abandonadas assim; estavam famintas, evidentemente.

Morávamos num apartamento e já tínhamos a Dalila. Como acontece em praticamente todos os lares, é claro que eu é que cuidava dela. Assim, quando vi as novas belezinhas, logo me prontifiquei a colocar para adoção, pois tão lindas e novinhas, rapidamente teriam candidat@s a pais. Não me enganei: em poucos dias apareceram duas moças dispostas a serem as mães da Betina (até então ela se chamava Marina e a Pepita, Morena). Em mais uns poucos dias outra pessoa se interessou pela Morena mas… meu filho veio com uma história que a Dalila era “mais minha” (porque eu cuidava, claro), que ele queria a cachorrinha pra ele etc. etc. e assim ela ficou e ganhou o nome Pepita. Imaginei, como muitos pais que, “educando” igual, ela seria tão comportada quanto a Dalila. Tá!

Sempre foi agitadinha, infernizava a Dalila, subia no corpo da gente como um ratinho, mordia meus sanduíches, enfim… ela era terrível! Ainda jovenzinha começou a morder um sofá novo que demorei uma vida pra comprar: guardamos o sofá no quarto até 2ª ordem e, com o tempo, ela destruiu totalmente um mais antigo, que estava em estado de novo.

Arrancou cortina, roeu todos os 16 puxadores de madeira dos móveis e também os pés da mesa e das seis cadeiras… Ela era impossível!! Sempre carinhosa, sempre abraçando com doçura, mas aprontava demais!!!

Depois de dois anos sem poder receber visitas por ausência de acomodações mínimas, pusemos uma porta para isolar a sala, mas a Pepita não gostou! Claro, acabou o parque de diversões dela, não é? Ela, do outro lado da porta, tendo à disposição corredor, cozinha, área de serviço e quartinho (mais espaço do que muita gente tem) passou a latir sem parar. Recebi reclamações até do prédio vizinho! Tentei a tal coleira anti-latidos, mas não deu certo. Enfim, meu filho estava uns dias na casa do pai e eu o avisei da situação. Ele então apressou sua saída de casa (já planejada, mas ainda sem data) e em um mês se mudou. Durante esse mês, com dor no coração, deixava a Pepita no quartinho quando ia trabalhar. Quando voltava ia correndo soltá-la e ela me abraçava como sempre, pois sentia que eu não fazia por mal – tenho certeza!

Sempre gostou de jogar bolinha – continua gostando: é só eu chegar, que ela corre a pegar uma e chega junto. Mas não solta: faz o maior charme até eu conseguir pegar a bolinha e jogar N vezes para ela ir buscar.

Com o passar do tempo e a chegada dos “irmãozinhos” ela foi-se tornando uma menina comportada. E ela é linda! Cinza, orelhas em pé, porte equino, sempre há quem pergunte qual a raça. O curioso é que, junto da Dalila, parecia grande. Porém, junto aos demais, até parece pequena. Ah, ela lembra muito Anúbis, aquele deus egípcio! Veja fotos da Pepita!