III.1 SISTEMA ENDÓCRINO – laboratório da alma. As glândulas recebem impulsos gerados pelas atitudes, transformando-os em hormônios que interferem no metabolismo.

Composto por um grupo de tecidos cuja função é produzir e liberar os hormônios na corrente sanguínea. Tem rede de química hormonal. Junto com o sistema nervoso dá resposta orgânica às alterações no meio externo. A maioria dos hormônios não sinaliza de imediato as variações indevidas em suas taxas e por isso é preciso um tempo para perceber um desequilíbrio hormonal. As glândulas endócrinas representam o princípio vital gerador do estado de ânimo e transformam as energias da alma em hormônios. A genética tem forte influência, mas não é fator determinante da constituição biológica. O corpo é organizado pela alma que o habita. A própria ciência reconhece que há uma função reguladora para os tecidos orgânicos. A firmeza de propósito e a persistência na concretização de ideais são importantes para o bom funcionamento das glândulas endócrinas: “estou pronto, deixa comigo”. O mau humor indica fragilidade e incapacidade para lidar com a realidade.

 A condição de cada pessoa é determinada pela forma como reage aos episódios da vida e que se manifesta nas emoções. Sua principal fonte geradora são os sentimentos, que geram atitudes, que representam escolhas e que são determinadas pelas crenças e valores. As escolhas definem as condições corporais. O pensamento é um modulador da freqüência energética, mas são os sentimentos que geram energias (boas ou ruins) e que determinam a frequência vibratória que emitimos.

 Hormônios – atitudes favoráveis aos próprios objetivos; postura interior – palavra de origem grega que significa ativar, por em movimento. Substâncias produzidas pelas glândulas endócrinas ou por algum tecido, lançadas na corrente sanguínea. As glândulas recebem impulsos gerados pelos estados emocionais e respondem a eles com produção de hormônios, que provocam as reações corporais necessárias à realização dos intentos. O sangue os conduz aos locais de ação, órgãos e tecidos, onde exercem efeitos reguladores sobre os processos celulares, ativando ou inibindo funções. Fazem a comunicação intercelular, sendo responsáveis pela preservação da saúde, a coordenação das atividades corporais e a harmonia dos processos fisiológicos. Organizam as substâncias que participam da digestão e regulam o metabolismo. Criam condições corporais compatíveis com o estado interior. O organismo atende nosso comando através deles. Há mais de 100 deles e só certas células têm receptividade a eles. Eles comandam o corpo e refletem nossas vontades no organismo. Ex.: o medo estimula a secreção de adrenalina e outras substâncias hormonais, que deixam o corpo hiperativo; sob influência da raiva, causamos alteração no processo gastrintestinal; já o amor, a fé e estados elevados de consciência promovem ação branda no corpo, estimulando a produção de substâncias bioquímicas determinantes para a saúde física. É importante crer na saúde para manter-se saudável, pois quem crê na recuperação cria condições para libertar-se da doença. A felicidade é um conjunto de fatores que envolve o meio social, a área profissional/financeira, a condição pessoal e a vida afetiva e deve-se mais à forma como procedemos na vida do que ao que a vida nos reserva.

 Pineal – poder de ser quem sou. Volta para si. Consciência, lucidez e espiritualidade, elevação e transmutação – Estrutura cônica, do tamanho de uma ervilha, no centro do cérebro (no meio do encéfalo). Também é chamada de epífise (natureza superior). Nela está o principal foco da consciência e da lucidez. É coordenadora energética. O cérebro se comunica com a retina e deduz o horário pela luz que capta. Só se consegue ritmo com qualidade quando a sociedade é diurna. O corpo se adapta, mas não convém a mudança de turnos de trabalho. A pineal produz melatonina. Marca os compromissos biológicos com a melatonina, que é secretada só à noite e prepara o corpo para o sono ou para a vigília. Também age em todo o organismo regulando as atividades corporais e mantendo o ritmo biológico. A produção de melatonina cai com a idade. Tem importantes funções: atenuação da insônia, combate às alterações no relógio biológico, proteção das células contra os danos dos radicais livres e fortalecimento do sistema imunológico. Também coordena a digestão, a renovação celular, os batimentos cardíacos etc. A melatonina avisa as células quando elas devem absorver mais insulina, o hormônio que permite usar a glicose como fonte de energia. Ela controla as alterações de pressão arterial ao longo do dia. Sob sua influência os glóbulos brancos se multiplicam. Só em 1998 houve dois mil artigos científicos sobre melatonina. Ela age em todos os processos indiretamente, sem ativar nenhum. A vontade emerge do íntimo do ser. É o estopim manifestador de forças espirituais. É um estado espiritual que provoca reações corporais, causando estímulos viscerais. Já o desejo é fruto da mente. É desencadeado pelo que colhermos do meio. Quem é bem organizado e tem pensamentos harmônicos desperta carisma e contagia positivamente quem o rodeia – tem poder de liderança. Já quem é controlador frustra-se, pois não consegue exercer poder sobre a própria vida. O poder exercido adequadamente eleva e amplia o estado de consciência. O poder pineal é o resgate do poder coordenador sobre nossos processos. É a capacidade de influenciar. Nosso maior poder é sobre nós mesmos.

 Hipófise (ou pituitária) – centro da imaginação/tela mental e senso de realidade – enquanto a pineal funciona como uma antena que capta as energias da alma, a hipófise mescla essa força com as influências do meio externo. Corresponde ao chakra do 3º olho É uma massa de tecido arredondado, com cerca de 1 cm de diâmetro. Localizada no hipotálamo (centro da base do crânio), é fixada a ele por uma estrutura em forma de haste. É formada de dois lobos, anterior e posterior, com origens e funções diferentes. A anterior chama-se adenoipófise e secreta hormônio importante para todas as glândulas endócrinas. A posterior, neuroipófise, armazena os hormônios produzidos pelo hipotálamo. A hipófise é também chamada de “glândula mestra”, com funções importantes para as demais glândulas, menos a pineal. É como um maestro que rege, sendo a pineal a proprietária. A função da hipófise é o gerenciamento das forças internas com as condições do meio externo, permitindo nossa existência. Dá direção e coordena ações que levam ás decisões. É base de informações e definições (quem sou, de que gosto, o que posso). Coordena o crescimento e a maturidade. O que é ruim influencia mais do que o que é bom. À medida que adotamos posturas, emanamos energias que atraem o que consideramos verdadeiro. Não devemos fugir do que nos desagrada e nem nos atolarmos nessas situações. Não ruminar o que não faz bem, para não potencializar o que é ruim. Já a ansiedade por bons resultados pode interferir negativamente na realidade. O bom humor e o otimismo são saudáveis para a hipófise. Ela é regida por eles e pelo lema “no final tudo dá certo[1].” Para superar obstáculos é preciso determinação, força, maturidade e responsabilidade. Tumor na hipófise chama-se anomegalia.

 Hormônios da hipófise – atitude bem humorada – os hormônios produzidos pela adenoipófise são: do crescimento (hGH), prolactina (PRL), estimulante da tireóide (TSH), folículo-estimulante (FSH), luteinizante (LH), corticotrofina (ACTH) e melanócito estimulante (MSH). Os armazenados e liberados pela neuroipófise são a ocitocina (OT) e o antidiurético (ADH).

Hormônio do crescimento – refere-se ao temperamento e ao dinamismo. significa agir por si. Pessoas altas tendem ao temperamento moderado, pacato, comedido, complacente e seu desafio é manterem-se ativas. Os mais baixos são mais ágeis, agitados, realizadores, exaltados, ansiosos, irritáveis.

Prolactina – estimulante das glândulas mamárias, ajuda a resolver problemas, dedicar-se a causas. Seu equilíbrio depende do senso de família da pessoa. Excesso é próprio de mulheres que tomam para si a responsabilidade sobre o sucesso familiar ou de quem carrega culpas do passado. Pode causar ausência de menstruação.

Estimulante da tireóide – representa nossa atitude realizadora. Equilibrado, representa atitude ponderada entre planejamento e execução. Taxas elevadas significam autocobrança; pensa muito e faz pouco. Se baixas, age demais sem planejamento.

Folículo-estimulante – estimula a produção de espermatozóides ou a ovulação e a secreção de estrógeno. Luteinizante – estimula a produção de testosterona ou a secreção de estrógeno e progesterona. Ambos se referem à atitude criativa.

Corticotrofina – polipeptídeo com 39 aminoácidos[2], estimulante do córtex da suprarrenal e que dá disposição para agir. Refere-se a uma atitude integrada com a realidade.

Melanócito estimulante – se alto: escurecimento da pele. Se ausente: pele pálida. Relacionado á intensidade de atuação. Mais empenho, maior pigmentação.

Ocitocina – estimula a contração do útero e a ejeção de leite. Refere-se à capacidade da pessoa se lançar, preservando o jeito de ser e respeitando limites.

Antidiurético (ou vasopressina) – remove a água do fluido que constitui a urina, reabsorvendo-a para a corrente sanguínea, diminuindo o volume de urina. Pode aumentar a pressão sanguínea. Refere-se à prudência nos relacionamentos. É preciso reconhecer a hora certa para manifestar um sentimento. Não se bitolar no relacionamento, pois a vida não se resume a eles.

 Hipotálamo – espécie de assoalho da região cerebral. Ligado ao encéfalo, coleta as informações corporais (calor, dor etc.) e as usa para controlar o funcionamento da hipófise. Aí estão crenças e valores que estabelecem os padrões de comportamento, definindo o universo consciente. Imaginar é criar uma situação que não existe. Acentua-se pela falta de estímulos externos. Aqui os impulsos são reprimidos. A imaginação se baseia no aprendizado. Se positiva, constrói perspectivas; se negativa, cria obstáculos. Imaginação é quando se visita um castelo de sonhos; fantasia é quando se mora nele. Fantasia é como uma defesa do consciente para aliviar tensões das frustrações. Alimentar fantasias provoca melancolia (desencanto). Ilusão é interpretação errônea do que se vê e geralmente é acionada por um desejo ardente. Desilusão é a visita da verdade. Nossa realidade é composta por nossas crenças[3] e cercada pelo que negamos. Para desconstruir uma crença é preciso tirar-lhe a importância. O que rejeitamos é transferido ao ambiente e faz contato com situações não trabalhadas interiormente.

 Tireóide – liberdade de ser quem é – acoplada à cartilagem laríngea, é composta por dois lobos. Até pequenas variações na produção de seus hormônios alteram o consumo de oxigênio, o metabolismo do colesterol, as funções cerebrais, cardíacas e sanguíneas. Seus hormônios estimulam a síntese da proteína, aumentam a queima de gordura, a excreção do colesterol e o uso de glicose. Iodo é a matéria prima para a síntese do hormônio tiroideano. Baixa temperatura a estimula. A tireóide é a ponte com o mundo e mostra nossa capacidade de mobilizar recursos para alcançar o que desejamos. Está em constante estado de adaptação. Discernir entre os próprios anseios e o que a vida oferece contribui para melhores condições existenciais. O bom humor dá disposição para isso. É preciso também a integração com o meio e viver centrado no presente. Dedicar-se a episódios triviais promove o aprimoramento interior, desenvolve astúcia e determinação. Mudar sem conflito requer participação ativa na realidade. Saber ouvir amplia as chances de sucesso. Conquistas exigem saber lidar com o tempo, pois tudo tem hora certa para acontecer. É o tempo do amadurecimento. A tireóide refere-se à organização interior; pensar e agir. Equilíbrio entre a ação e as exigências do meio. A comunicação e a expressão corporal relacionam-se a ela. Sua saúde depende de nossa liberdade de ação e da descontração para planejar meios de executar objetivos com criatividade e originalidade. A liberdade é uma condição interior; nós é que nos aprisionamos e apegamos a pessoas ou situações. Tudo na vida é opção; de alguma forma escolhemos estar nesse lugar fazendo isso com essas pessoas etc. A baixa autoestima gera dependência. É preciso abandonar métodos e conceitos adquiridos e viver na realidade, sem muitos sonhos e fantasias. Trocar “obrigação” por “necessidade”. Não confundir liberdade com libertinagem[4]. Manter o desembaraço em todas as ações, para ter prazer.

Nódulos ou tumores na tireóide – bloqueios na concretização dos objetivos – a maioria é benigna. São as atitudes diante dos infortúnios que vão definir o reflexo interior de uma experiência negativa. Os nódulos refletem os bloqueios na realização dos objetivos, a indignação causada pelos empecilhos do relacionamento ou na carreira. Próprios de quem repudia os infortúnios mas não conseguem expor o que sentem, sufocando a revolta. Se “caímos” é porque faltou sustentação interior. É preciso integrar sem autoanulação, não viver em função dos outros, respeitar-se, ter autoestima e amor próprio.

Bócio – frustração e opressão – aumento de volume da glândula tireóide decorrente de várias alterações funcionais dessa glândula. Geralmente provocado pela falta de iodo. Seu hiperfuncionamento é também conhecido como “papo”. Decorre de má interação consigo mesmo e como conseqüência, a adoção de um estilo reconhecido pelo meio. Quando se frustram, desistem de tentar outras formas e manifestar sua natureza. Projetam nos outros as dificuldades, não assumem fraquezas, procuram álibis. São exagerados, inadequados, fazem-se de vítimas, impressionam-se com o meio, querem se impor pela voz. É preciso assumir dificuldades, respeitar limites, abandonar a tristeza, descobrir a natureza íntima e viver livremente o presente.

 Hipotireoidismo – inibição da expressão corporal e repressão da força realizadora – também pode ocorrer pela carência de iodo. Próprio de quem é idealizador e tem dificuldade de manifestar seus conteúdos, enquanto a imaginação flui. Sobra meticulosidade e falta desembaraço até para as tarefas rotineiras. Por isso manipula os demais e não os valoriza por insegurança. Comum nos obesos que reprimem impulsos. É preciso assumir a própria vida, não focar só nos outros e agir de acordo com a própria capacidade.

 Hipertireoidismo – sentimento de rejeição, intolerância. Falta de apoio e consideração por si – próprio de pessoas magras, entusiastas, impulsivas, de quem tem muitas variações de humor e instabilidade emocional. Ficam sem motivação e à beira do desespero ou eufóricas e incapazes de realização. São eficientes, mas muito complicadas. Exageram na busca de apoio e consideração alheia. É preciso autovalorizar-se, ser autêntico e respeitar limites.

 Obesidade – necessidade de sentir-se acolhido – desapontamento, frieza, indiferença e isolamento promovem a contração da tireóide e o estímulo da hipófise, que gera obesidade. O aumento de peso está relacionado à fragilidade interior, à imaturidade emocional, à perda de referência familiar. Ou ainda por não saber lidar com sua exuberância, por sufocar algo muito bom, por esconder sua beleza, até de si mesma. Os obesos têm imaginação fértil. Enquanto imaginam, seu organismo se prepara para exaustivas atividades, armazenando nutrientes absorvidos na digestão, principalmente gorduras, que são combustível para realizar tarefas. Como não acontecem, há acúmulo de tecidos gordurosos. Obesos são entusiastas, desorganizados, cheios de expectativas e sonhos, muitos infundados. Não sabem a hora certa de agir. São muito afetuosos mas carentes, por não saber lidar com os sentimentos. Por falta de autoconfiança o corpo reveste-se de tecido adiposo, que dá sensação de proteção. A prosperidade adiposa é própria de quem nunca está satisfeito e suas células aprendem a armazenar. O efeito sanfona vem porque “pode faltar”. É preciso autovalorização, autenticidade, amor próprio, independência afetiva e ação concreta. Obesos e muito magros sentem-se rejeitados e inadequados, tem dificuldade de relação com o ambiente, sendo que os obesos idealizam e os muito magros executam.

Da profissão – resignação dos prazeres em prol da carreira. É preciso buscar outras fontes de realização.

Da aposentadoria – quando o trabalho era prazeroso e/ou a única fonte de realização. É preciso buscar novas fontes de satisfação e renovar objetivos.

Do relacionamento – mais comum nos homens, indica que camuflou desejos, na tentativa de integrar-se com a parceira, inclusive por falta de habilidade. É preciso administrar a vida a dois de forma a não fugir às responsabilidades nem negar a prática do que é prazeroso. Isso exige empenho e determinação.

Da maternidade – pequenas frustrações aparecerão adiante, quando a criança já não estiver muito próxima. É preciso gostar mais de si, realizar as vontades, ser autêntica e não se limitar a atender expectativas.

 Gordura localizada – impulsos contidos e anseios camuflados – gordura também é reservatório de informações. “Pneus” indicam faniquito, falta de jogo de cintura.

Maçãs – gordura localizada no abdome. Dificuldade para manifestar e realizar o que tem vontade. Quando há mudanças, é preciso renovar os desejos, sob risco de tornar-se difícil praticá-los. A barriga surge quando o processo de transição desencadeia conflitos gerados pelas frustrações; é um reflexo de anseios camuflados. Surge quando são sufocadas reais aspirações em nome de algo que se vive intensamente. Há vários tipos de barrigas:

Peras – excesso de gordura localizado nos quadris e coxas. Próprio de quem deixou de ser audacioso, contendo sua força expressiva e tornando-se dependente. A pessoa pode tornar-se dominadora ou excessivamente dedicada. Consigo, não é criativa. É preciso dar-se atenção, carinho e dedicação para conquistar autoestima e independência.

 Magreza – sentir-se desamparado – o medo da rejeição provoca excesso de atividade para conquistar respeito e isso caracteriza muitos entre os muito magros. Ultrapassam todos os seus limites em prol das realizações, dependem da aprovação alheia, raramente conseguem concretizar objetivos, têm dificuldade de interagir com o meio, principalmente com as pessoas, querem sempre mais do que são capazes de alcançar. É preciso ter autoconfiança, considerar sua capacidade realizadora, objetivar bons resultados e não apenas a aprovação alheia e ser independentes.

 Paratireóides – segurança interior e crença em si mesmo – quatro pequenas massas de tecido arredondadas, atrás da tireóide. Produzem dois hormônios: um aumenta a atividade química das células para a produção de energia e o outro é responsável pelo metabolismo de cálcio e fósforo. Estabilizam o nível de cálcio flutuante no sangue. Colaboram na absorção de cálcio pelo intestino delgado, na presença da vitamina D. Realizam a remoção ou fixação do cálcio na fibra óssea. O cálcio relaciona-se à consistência e segurança interior e o fósforo, a autoconfiança. Inseguros apóiam-se no passado e nos outros; afirmam-se em suas conquistas. As paratireóides representam a manifestação da consciência interior, fé e segurança. O fanatismo é comum em quem tem baixa autoestima. Crer é a capacidade de concretizar o que foi idealizado. O autoapoio é suporte importante para a realização pessoal. O melhor da vida é conquistado dando o melhor de si, com dedicação e criatividade. O estado interior é definido por como lidamos com o que temos e não pelas conquistas materiais propriamente ditas. É preciso acreditar em si, na capacidade realizadora.

 Suprarrenais – atitude audaciosa e desbravadora; capacidade de enfrentamento – duas glândulas localizadas sobre os rins. Cada uma se divide em córtex (camada externa) e medula (parte interna) e cada região produz diferentes hormônios. As medulas produzem adrenalina, que representa 80% da secreção das suprarrenais e é mais potente que a noradrenalina. Em 20 segundos a 1ª passa por todos os órgãos e leva 20 minutos para escoar. Ambas têm composição química diferenciada só por um átomo e sobem em situação de apreensão. Durante o dia esses hormônios estão no sangue e são responsáveis pelo estresse e pela vigilância, mantendo corpo e mente alertas. Agem em situações de entusiasmo, excitação, expectativa, medo, perigo, raiva, tensão. Dose extra de adrenalina prepara o corpo para desafios. As pupilas se dilatam, também as artérias coronárias acelerando os batimentos cardíacos, a respiração se aprofunda e apressa, os músculos se contraem. A força reativa é sempre maior que a ameaça. A diminuição de adrenalina proporciona relaxamento e sono. Nas suprarrenais as emoções causam respostas orgânicas imediatas. A vida é uma eterna aventura que exige astúcia, coragem e determinação. Geralmente o que temos dificuldade para lidar surge com mais freqüência. Para vencer obstáculos é preciso autoconfiança, espírito aventureiro e talento. O que determina nossas reações é a forma como interpretamos os fatos, mais do que eles próprios. O corpo não distingue entre realidade e ilusão. Nossos conteúdos são fundamentais na determinação do que nos acontece. As emoções são determinantes na coordenação das funções corporais e responsáveis pelos processos somáticos. Nossas forças internas têm origem no âmago do ser; na consciência. Desejos intensos nos cegam diante de situações perigosas. A apreensão eleva os hormônios causadores de estresse, podendo até prejudicar a saúde. Um dos principais é o cortisol, produzido pelos córtex. Ele é indispensável à sobrevivência, essencial ao metabolismo, o hormônio da vigília. Sua alta concentração de manhã nos faz acordar dispostos. É a disposição que determina o nível de cortisol pela manhã; ele é o alarme do despertador interno, o tônico matinal. Quando é necessária muita atenção, são liberados cortisol, adrenalina e noradrenalina. O cortisol promove explosão instantânea de energia. O córtex produz testosterona em pequenas doses (ex.: mulheres com bigode). O perfil emocional também reflete na quantidade de pelos. O cabelo protege as decisões. Os orientais defendem-se menos das emoções, são flexíveis. Também os índios. É preciso fazer mais e preocupar-se menos, fazer tudo o que nos cabe, mas sem querer soluções imediatas.

 Barba – mostra que a imagem para o homem é importante; quando jovem, disfarça a imaturidade, defesa e proteção.

Cabelos pretos – pessoas atuantes.

Cãs – menor intensidade de atuação.

Pelos nas axilas – mostram a intimidade dos sentimentos;

Pelos no peito – defesa dos sentimentos, a dificuldade de exteriorizá-los;

Pelos nas costas - proteção do que sustenta;

Pelos nos seios – dificuldade de entrega afetiva;

Pelos no púbis - proteção do que é prazeroso.

 Estresse – “adquirido” por reações do organismo a agressões ou preocupações exageradas. As condições físicas responsáveis pelo estresse são as que exigem o máximo de atenção, precisão nos movimentos e oferecem alto risco. Aí digestão, filtragem renal etc. são reduzidas.

 Medo – muito comum e necessário para manter a atenção ao perigo. É o sentimento de quem se sente ameaçado e é intensificado com insegurança e apego às conquistas. Já o medo imaginário prepara o corpo para um falso combate e isso gera tensão constante, causa de estresse. Cuidado quando o medo é a contenção da coragem! Agir com cautela diante do perigo é coerente, mas reprimir o fluxo da coragem impede a vitória, que é alcançada tirando proveito até do que parece impossível. Todos têm chance, mas só os corajosos vencem. Sofrer por antecipação é pior do que vivenciar situações negativas. Preocupação dirige a atenção, canaliza energia e atrai o que se teme. Quem se assusta muito é porque não tem habilidade para lidar com o inesperado. Alguns medos: de altura – de cair, de ser pequeno; de barata: teme sujeira de qualquer tipo; De dirigir – quem teme IR, a mobilidade social; de envelhecer – teme ser referência do ultrapassado, do incapaz; claustrofobia – teme ficar preso qualquer situação. É preciso evitar preocupação, fazer tudo para dar certo, não transformar precaução em neurose e adotar novas atitudes, desprendendo-se dos velhos modelos e mantendo o espírito desbravador.

III.2 – SISTEMA MUSCULAR

 Os músculos constituem de 40% a 50% do peso do corpo. São especializados em responder estímulos mentais, gerando movimentos e sua saúde depende da atividade física. Exercitá-los contribui positivamente para a saúde emocional: melhora a postura, eleva a autoestima e promove a descontração. Cuidar do corpo favorece a integração consigo mesmo. O que mais faz qualquer coisa dar certo é o movimento em direção a. Vencedores são os que mais fazem. Os músculos refletem a arte de realizar o que almejamos e o poder de nos mover em busca de objetivos, acessando o potencial de ação no sentido de conquistar o que idealizamos: “eu sou, eu posso, eu faço.” Conforme agimos, criamos uma força de atração, que nos aproxima das soluções. Esperar ter toda a capacidade para depois agir é falta de coragem de se expor. Protelar o início das atividades é deixar-se vencer pelo medo do fracasso. Quem não se sujeita a errar perde a chance de acertar. Os músculos expressam nossos sentimentos em relação à atuação na vida. São instrumentos manifestadores da vontade. Transferem para o corpo a capacidade realizadora e representam o potencial de transformar a realidade. A autoconfiança gera uma força motriz que estimula a musculatura. A massa muscular é agente de transferência de energia ao ambiente. Sem essa massa a concepção metafísica seria só transcendental. Fatores fundamentais para o desenvolvimento muscular: assiduidade, compenetração e disciplina. É preciso encarar os afazeres como possibilidade de melhorar as condições de vida e realização – isso aumenta a criatividade.

 Antebraços (braquiorradiais, flexores e extensores radiais do carpo) – determinação para executar tarefas e agir. Desembaraço e eficiência para concluir atividades.

Braços (bíceps e tríceps braquiais) – disposição para atuar nos afazeres e sustentar-se no que faz; vigor para concluir tarefas.

Costas (deltóides, rombóides maiores, seráteis anteriores e intercostais) – firmeza para estabelecer objetivos e cumprir metas. Ser capaz de se suprir.

Ombros e pescoço (trapézio) – capacidade de agir nas situações ao redor.

Tórax (peitorais) – manifestação dos sentimentos.

Abdome (retos, oblíquos e transversos) – vigor para realizar o que gosta e quer. Capacidade de ser livre.

Coxas (adutores, bíceps e retofemorais) – disposição para estabelecer base de sustentação na vida e manter segurança e autoapoio.

Pernas/panturrilhas – extensores, flexores, gastrocnêmios e sóleos – empenhar-se no sucesso, lançar-se em novos rumos e promover as mudanças necessárias. Quem se empenha no trabalho usufrui o melhor que a vida oferece.

Musculatura esquelética (estriada e voluntária) – A contração da fibra muscular provoca a movimentação do corpo e contribui para a circulação sanguínea. Os músculos realizam a junção óssea, determinando a postura corporal.

 Tônus muscular – persistência e tenacidade – Capacidade dos músculos em responder aos impulsos motores de baixa intensidade. Suave contração da musculatura para manter a postura. Tônus significa tensão. Corresponde ao emprenho e dedicação às atividades, preservando a harmonia interior. Quem realiza o que lhe cabe não depende do incentivo alheio, é eficiente e independente e aprende sempre. Quem tem bom tônus é dedicado, disposto, persistente, tenaz e relaciona-se bem. É preciso dirigir a atenção e concentrar-se no presente.

 Porção média da musculatura/ventre muscular/carne – ação diante dos mais próximos; o que as atividades significam para os outros.

Problemas aí: excessiva preocupação com a opinião alheia.

 Exercícios que trabalham o aumento da massa muscular tornam as pessoas mais confiantes, corajosas e vigorosas perante os demais. Esportes elevam a autoestima e fortalecem a capacidade de agir. Artes marciais e lutas em geral aumentam a agilidade, autoconfiança e a coragem. Exercícios de alongamento favorecem a determinação, a firmeza de caráter, o poder de decisão e fortalece a personalidade.

 Flacidez – quando não há sustentação no fazer. Própria de quem depende dos resultados.

 Perda de tônus – decepção.

 Cãibra – tensão e medo em relação ao que faz – própria de quem age de forma agitada e conflituosa; insegurança diante dos resultados e da opinião alheia. Incapacidade de realizar tarefas ou ação contrária à suas crenças. É preciso recuperar a autoconfiança e a independência.

 Dores musculares – ferir-se pelo que fez ou deixa de fazer – autoagressão provocada pelo arrependimento. Quando se age por impulso compromete-se a qualidade das ações. É preciso não julgar o passado e não se consumir pelo arrependimento.

 Fibromialgia – arrependimento pela omissão ou dedicação excessiva aos outros – também chamada de síndrome dolorosa crônica, significa dores nos músculos, ligamentos e tendões. Presença de mais de 10 pontos dolorosos, alteração no sono, fadiga e rigidez matutina. Mais comum em mulheres de 30 a 50 anos. Extremo arrependimento por omissão no passado. Displicência com as próprias necessidades. Alcançar objetivos prematuramente pode ocasionar seguidas perdas. Própria de quem é dramático e se fere. Mais importante do que conquistar algo é mantê-lo. É preciso não se consumir pelos fracassos, ter disposição para reverter o que é ruim, consolidar novas conquistas, sustentar as conquistas interiormente.

 Torcicolo – inflexibilidade para lidar com os eventos exteriores – dificuldade de interagir com situações próximas. Crença de que não merece a felicidade e a realização. Também por assumir responsabilidades excessivas, sem respeitar limites. É preciso ser flexível, sem teimosia, buscar alternativas para solucionar situações inusitadas, acreditar-se merecedor.

 Tendões – extremidade dos músculos que se fixam nos ossos e têm formato de fita. Como as tarefas são realizadas.

 Tendinite – irritação ou autocobrança na hora de executar tarefas – Também conhecida como lesão por esforço repetitivo – LER, ocorre geralmente nos membros superiores. Expressa maneira conturbada de executar atividades e preocupação excessiva em relação à sua conclusão. Irritação por não alcançar os objetivos que se impõe. Sobrecarga indica, ao menos em parte, falta de planejamento, dificuldade para lidar com prazos, autocobrança, inflexibilidade para administrar imprevistos e resistência em integrar-se à realidade. Afeta eficientes e precisos que não se valorizam e estragam o que é bom. Dar as costas ao que precisa ser feito, mesmo não sendo urgente, é atitude displicente; às vezes é preciso fazer o que não se gosta. Também dar o melhor de si, sempre e gostar do que faz.

 Musculatura facial – (rica em expressões fisionômicas) – como nos sentimos diante dos outros. Cada expressão é resultante da atividade de vários músculos. Quando se contraem, movem a pele (não uma articulação, como os esqueléticos). Esses músculos têm o mesmo folheto embrionário que origina o tecido nervoso. Referem-se à força de expressão e à autoimagem.

Flacidez: própria de quem depende de consideração alheia.

 Rubor facial – temer ser reprovado – próprio de quem supervaloriza a avaliação alheia. É preciso ser autêntico, independente, autorreferenciar-se e dar sempre o seu melhor.

 Musculatura lisa (responsável pelos movimentos peristálticos) – conduzir os acontecimentos sem esmorecer. Formada por anéis musculares que circundam os tubos digestivos. Determinação, firmeza, força de vontade e persistência. Tomar posse de si e assumir o controle da situação: “segurar as pontas”. Em crise, manter-se firme no propósito já é uma vitória.

 Peristaltismo – acatar os fatos sem se abalar – realização dos movimentos peristálticos. É preciso encarar todos os acontecimentos, aproveitar as experiências, aceitar a realidade para poder transformá-la e não se abater por imprevistos.

 Diafragma – músculo da vida – absorção da vida e autoexpressão. A forma de viver garante bom ritmo respiratório.

Ansiedade – estrangulamento do direito de viver e muito controle, próprio de quem não sabe lidar com o presente (ver Sistema Respiratório).

 Esfíncteres – senso dosador da autoexpressão. Anal: manifestação das vontades. Urinário: manifestação dos sentimentos.

 Musculatura cardíaca (estriada e involuntária) – Realização das vontades, fazer o que gosta, praticar o que é prazeroso (ver Sistema Circulatório).


[1] Como dizia Mahatma Ghandi: “se ainda não deu certo é porque não chegou o final”.

[2] Molécula orgânica formada por átomos de carbono, hidrogêncio, nitrogênio e oxigênio unidos entre si de maneira característica.

[3] Compostas por importância, verdades e valores.

[4] Desordem, desrespeito aos limites alheios, quebra de harmonia do ambiente, irresponsabilidade, inconsequência, imaturidade etc.