Explicar é uma ilusão. Posso explicar a uma criança (ou a um adulto) como se faz para andar de bicicleta. Mesmo que a criança compreenda minha explicação, na primeira vez em que ela tentar cavalgar a máquina e se arriscar a colocar o pé no pedal como foi explicado, a força natural da gravidade vai se aproveitar do desequilíbrio e jogar a bicicleta de um lado e a criança do outro. Minha explicação poderá ter sido científica, mas não terá servido para nada.

A ciência de andar de bicicleta não se aprende em um livro, nem nas palavras de um sábio nessa arte. Para conseguir o equilíbrio, a verdadeira receita é a prática. Explicar o princípio do giroscópio pode divertir o professor, mas não dá poder ao aluno. O poder se obtém fazendo. Da mesma forma, de nada adiantaria explicar uma sinfonia, pois trata-se de ouvir, sentir, perceber. O mesmo se aplica à dança. Para que serviria uma longa explicação de como dançar? É preciso por os pés no chão e deixar-se levar pelo ritmo. O que dizer da chama de uma vela, como explicar tamanha magia? O sabor de uma bolo, como explicar? É preciso provar! Mesmo porque as palavras são arbitrárias.

Como, contudo, é de costume obter explicações, aqui vou me divertir e sentar na bicicleta de professor. Vou explicar o que não pode ser explicado, mas também é verdade que quando explicamos, começamos a entender.

Falam de viagem astral, de relaxamento, de astrologia, de tarô e outras práticas supersticiosas. Falam até de alquimia, essa mãe primitiva da nossa química moderna. Poderia ser que essas “superstições” escondessem segredos e se vestissem dessas aparências supersticiosas exatamente para se esconder.

Entrei nessas “superstições” por acaso, em uma livraria. Na estante havia um livro de um poeta francês muito engraçado, Max Jacob, e o título era “Espelho da Astrologia”. Pensei: um poeta engraçado e um assunto idiota, vou morrer de rir. Comprei o livro e pude rolar no chão de tanto rir. Algo, contudo, era estranho. No espelho astrológico, comecei a ver aparecerem meus amigos, parentes, inimigos. A curiosidade despertou em mim uma busca que não acabou até hoje, porque quanto mais estudava a astrologia, mais compreendia o que nunca poderia esperar compreender antes.

Custaram-me 10 anos para compreender porque a astrologia “funciona”. A astrologia funciona porque, assim como mostra a física moderna, tudo está interligado. David Bohm mostra que o Universo é um tipo de holograma. Um holograma é uma fotografia tridimensional, feita com uma câmera a raio laser e um espelho. O mais interessante em um holograma é o fato de que, se quebrarmos a placa fotográfica e usarmos apenas um pedaço, podemos ainda projetar a imagem toda. Isso significa que todas as informações estão presentes em todos os pontos do holograma. Cada um de nós é um ponto do Universo, um ponto do holograma. Temos dentro de nós todas as informações do Universo. Temos o sistema solar dentro de nós. Conhecendo o estado do sistema solar quando nascemos, podemos saber como começamos. Assim como começamos continuamos, e isso é astrologia. Podemos modificar nossa maneira de continuar e isso se chama alquimia.

Somos um holograma dentro do Holograma. Temos dentro de nós todos os conhecimentos do Universo. Basta ir buscar lá onde eles se encontram, dentro de nós, e isso se chama viagem astral (ou viagem consciente no inconsciente, ou sonho desperto, ou projeção da consciência ou de qualquer outro nome mais ou menos apropriado).

Quanto ao Tarô, custaram muitos anos para ousar acreditar em uma prática tão absurda. O Tarô, entretanto, funciona pelas mesmas razões que a astrologia: porque o Universo é um Holograma, tudo está interligado e, então, nada acontece por acaso. Até a distribuição aleatória de cartas de Tarô em uma mesa é significativa.

Não acreditem no que estou escrevendo. Acreditar é tão imprudente quanto não acreditar e o ceticismo é uma das piores superstições que se pode imaginar.

Assim, não tendo explicado nada, podemos começar, de maneira séria, a descobrir os mistérios que se escondem dentro de nós e no Universo. Podemos começar a recuperar os poderes que tínhamos perdido, porque não os tínhamos perdido, mas apenas esquecido. Eles, todavia, estão aí, em nossa memória, oculta. Vamos poder começar a viajar a Grande Viagem.

Para meu conforto, estou descendo da minha bicicleta de professor. Uma bicicleta não é apropriada para viagens longas e ser professor é uma ilusão. Ninguém é professor de Universo. Eis o encanto: ninguém é professor de Universo, porque o Universo é grande e vivo.

Um aviso antes de partir: a lógica não é lógica, mas totalmente irracional. Falo da lógica que nos foi ensinada, a lógica “se isso, então aquilo”, a lógica linear. O mundo não é uma linha. A lógica da realidade é multidimensional. Em um mundo holístico,

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onde tudo está relacionado com tudo, a lógica viva é irradiante como um sol.

Outro aviso: o que tem mais valor não se encontra nos livros, mas em você.