É Dilma de novo com a força do povo! Ganhamos!! Vencemos!!! Merecemos!!!! Só quem tem ideais e não apenas projetos pessoais é capaz de entender a imensa alegria que é ver seu projeto vencer. Um projeto para a maioria dos que precisam dele e não um projeto individual.

Sou Dilma sim, sou Dilma sim, porque eu não penso só em mim!

Essa eleição foi atípica, pois no 1º turno havia Marina. Não foi difícil “desconstruí-la”, pois ela mesma mudava de opinião a cada período do dia e assim parte considerável de seus possíveis eleitores foi se afastando e ela acabou em 3º lugar. Uma vez fora da disputa, não precisava piorar ainda mais sua própria situação, apoiando o candidato… podia simplesmente ficar na sua, mas não: quis se posicionar e assim afastou sua Rede, cujos membros, em sua maioria, ou simplesmente não votaram no candidato ou declararam apoio em Dilma. Também afastou seus antigos companheiros, sempre ligados à memória de Chico Mendes. Enfim, o futuro de Marina é problema dela!

É sabido que o PV é braço de apoio do PSDB, mas Eduardo Jorge, apesar da baixa votação, fez uma campanha decente e podia ter mantido minimamente a coerência, só que não: preferiu perder a maior oportunidade de sua vida (até agora) de ficar na sua e também foi a público apoiar o candidato, descaradamente negando, na prática, sua própria história política. Triste… como ele, outros nanicos.

O PSB, que historicamente sempre esteve conosco, dessa vez resolveu variar e também se bandeou pro ninho tucano. Exceções abertas ao grande Roberto Amaral e outros mais, oficialmente o partido ficou do lado de lá. Nem Luiza Erundina veio nos apoiar… omitiu-se! Por ela lamentei, pois também sempre esteve conosco.

E assim o candidato começou o 2º turno achando que ia vencer. Quem convive comigo sabe: em n-e-n-h-u-m momento acreditei em Marina à frente de Dilma nas intenções pro 2º turno e nem nele. Acompanho as tais das pesquisas eleitorais desde 1988 e tenho bem claros na mente os métodos dos institutos.

O candidato achava que podia ganhar e por isso não poupava a desqualificação de Dilma, chamando-a de incompetente, leviana e outros termos indóceis e afirmando que ela não havia feito nada… reclamando da inflação, como se a deste governo não fosse a mais baixa em décadas. E outros quetais que foram fartamente desmentidos com fatos e, necessariamente, contra-atacados (a pedido…) Afinal, sobre o candidato bastou falar a Verdade. E assim ele teve sua ascensão e queda, com sua vida pública jogada na privada, de tão suja.

O horário eleitoral finalmente (!) permitiu que fosse mostrado o trabalho do governo federal, insistentemente ocultado pela mídia ao longo dos quatro anos de governo Dilma, repetindo o mesmo dos oito anos de governo Lula. Aos poucos os eleitores foram se informando de tudo o que vinha acontecendo no plano social e também econômico como controle da inflação, manutenção e aumento do nível de emprego, equilíbrio das contas externas, os inúúúmeros programas sociais, enfim, um pouco de INFORMAÇÃO.

E a onda vermelha voltou a ocupar as ruas. E quando ela vem… é difícil, muuuito difícil detê-la! Afinal, há tanto tempo aprendemos: O povo unido jamais será vencido!

Só quem é militante sabe o prazer de servir a uma causa, ao bem comum! “Eles” não acreditam que não somos pagos por isso. Ora… que graça teria receber para expressar o que vem de dentro de nós, da harmonia de nossos corações e mentes?[1]

A (sempre?) vitória do conservadorismo no Estado de SP fez com que parecesse que íamos perder a eleição. O tempo todo foi preciso lembrar e relembrar que a eleição é nacional, que provavelmente perderíamos neste estado, mas que isso seria compensado pelos votos dos outros brasileiros. Foi uma guerra de nervos, que fez com que muitos de nós se sentisse ilhado, deslocado e pior: impediu que uns tantos votassem em Dilma, acreditando que ela iria perder. Isso porque as pessoas gostam de votar em vencedor…

Dilma ganharia com diferença maior, mas o golpe dado por Veja&Globo bem às vésperas do pleito fez com que essa diferença de votos diminuísse. Houve até quem reclamasse porque a campanha de Dilma passou SMS para as pessoas dizendo que se Aécio ganhasse, acabaria o Bolsa Família e outros programas sociais! Como se fazer isso não fosse verdade, como se fosse uma grande baixaria, no (des)nível do que fez a campanha do candidato. Fala sério! Aliás, “eles” tem se aperfeiçoado, campanha após campanha, no aprofundamento da baixaria. Além de tudo, a campanha do candidato ainda “publicava” falsas pesquisas (muito bem pagas, suponho), em que sempre ele mantinha ampla margem de distância das intenções de voto em Dilma. Sempre contrariando Ibope e DataFolha que, por mais tendenciosos que sejam, precisam manter sua reputação e apresentavam resultados inversos. Será que em nenhum momento o eleitorado se deu conta que, se tivéssemos uma mídia que informasse, que ao longo dos 12 anos não escondesse as realizações do governo federal… não só ganharíamos no 1º turno evitando todo o desgaste do 2º, como isso seria por ampla margem de votos?

Pra não dizer que não falei… das estrelas!

Até parece que o PT está mesmo esperando uma derrota federal para acordar. Identifico-me com os que acreditam na militância como um valor em si: permanente e crescente. Não um botão para ser acionado nas horas de PERIGO e depois esquecido. Guardadas as devidas proporções: assim como Dilma e Aécio representaram na Campanha diferentes projetos para o país, da mesma forma, internamente ao PT há duas visões da militância: uma utilitária, acessável nos momentos de pânico e outra que a vê como a maior riqueza que um partido de trabalhadores deve ter. Se quisermos fazer @ sucessor@ de Dilma daqui a quatro anos, a campanha, dentro do PT, deve começar já, mantendo a militância mobilizada e informando sempre e muito de tudo o que os nossos governos fazem, a começar pelo federal, claro. Isso vale mesmo que o candidato venha a ser Lula. E se for ele, não será para ser eleito em 2º turno, passando por aflições, mas no 1º, como merece/mos.

Seria cômico se não fosse trágico: a cada campanha novamente me somo a inúmeras vozes partidárias para lembrar, mais uma vez, que votos são ganhos no corpo a corpo, na rua, na conversa. E também em manifestações de peso, em passeatas, carreatas, comícios. Não só em programas de TV. Os programas tem sua inegável importância, mas também é inegável que é muito alto o número de pessoas que simplesmente desliga a TV ou se afasta para outros afazeres.

Particularmente em São Paulo, se no 1º turno tivéssemos tido CAMPANHA, Padilha não só teria chegado em 2º lugar como, talvez, tivéssemos forçado um 2º turno. Poderíamos ter reeleito Suplicy! E Dilma no 1º turno, com campanha na rua em todo o país!!

Mas o velho salto alto – que já deve estar gasto de tanto uso, campanha após campanha, não permite isso. Dirigentes se enfurnam em reuniões infindáveis pra discutir mais e mais estratégias e táticas. CAMPANHA SE FAZ NA RUA! A militância deve ser chamada e aqui de novo: não só em campanhas eleitorais, claro.

A campanha PeTista pelo crescimento do partido, sua cada vez maior inserção entre

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os jovens, trabalhadores, empresários etc. deve ser permanente. É tarefa árdua informar o que a mídia não informa e esclarecer o que ela desinforma. Com certeza o sentimento anti-PT tem origem aí. Porém também fará muito bem identificar e corrigir as falhas do próprio partido (e seus governos) que contribuem para aprofundar esse sentimento. Foi muito bom ver jovens engajados na campanha de Dilma e esse engajamento deve ser aproveitado desde já, enquanto ainda estamos em “estado de graça” com a reeleição. O PT tem Programa, tem Estatutos. Tudo isso – e muito mais – deve ser passado a quem hoje é simpatizante e pode – e deve – vir a ser militante! Mas os antipatizantes não devem ser deixados pra lá: devemos procurar atraí-los sempre que possível com boas discussões, debates, programação cultural etc. Mesmo porque vamos enfrentar uma oposição inconformada e agressiva e quanto maior nossa capacidade de mobilização popular, melhor, evidentemente.

Partido, partido, é dos trabalhadores!

Ah, que saudades do PT cheio de vida! E que vontade de pertencer a um partido ainda mais moderno e que seja capaz de entender que a questão ambiental não é um entre outros itens programáticos, mas o pano de fundo a tantas outras questões, inclusive a defesa animal.

Ainda falta mostrarmos claramente aos trabalhadores – de qualquer nível – e aos empresários, incluídos aqui, evidentemente, os pequenos estabelecimentos de comércio e serviços como vendas, cabeleireiros, lojinhas etc., etc., que sem emprego e sem dinheiro as pessoas compram menos ou simplesmente não compram (comida, roupa, eletrodomésticos, cultura, viagens e serviços em geral)! Seus negócios/sua vida dependem do poder de compra da população. Isto não está claro para muitos eleitores de Aécio, que queriam “mudança”…

E falando em dirigentes… há nomes que estão na direção do PT há uns 30 anos! É preciso renovar, companheir@s!! A inegável contribuição dos mais experientes poderá se manifestar nos cursos de formação política. Sim! Precisamos formar/renovar quadros! Precisamos arejar as direções partidárias!! Dar vez e voz aos mais jovens, antes que eles também envelheçam…

Aposentadoria (do inglês retirement) tem a ver com retirar, afastar, recolher, isto é: reconhecer seus limites, não impor sua presença. A experiência dos mais antigos pode e deve ser compartilhada, mas a ação de dirigir deve ser passada aos mais jovens. Ou será que os decanos do PT se julgam imortais?

E que tal retomar a lojinha? Não mais como elemento importante nas finanças partidárias, mas como elemento de propaganda, mesmo! Tínhamos estrelas as mais variadas… lindas! E as camisetas, então? Eram tudo de bom!! Agora distribuem-se as sempre iguais estrelinhas de plástico e umas poucas camisetas… tudo igual! As bandeiras… eram de tecido acetinado, que guardávamos e usávamos em tantos atos públicos, com orgulho! Agora ou são de plástico ou de um tecido “descartável”. Que falta de criatividade, que pobreza! Em algumas campanhas tínhamos até joguinhos infantis! Éramos lúdicos!! Podemos, se assim se julgar importante, manter a distribuição de material que vou chamar aqui de “básico” e TAMBÉM retomar a lojinha, com variados materiais de qualidade e que serão vendidos, por que não?

* * *

Voltando à campanha: O que mais me entristeceu foi ver jovens votando de forma conservadora, não querendo se informar ou desvalorizando os avanços dos últimos 12 anos, tão reconhecidos em todo o planeta, mas desprezados por uns tantos brasileiros, particularmente paulistas… A maioria desses jovens não lembra o que foram os anos do tucanato no governo e precisam saber da recessão, do desemprego, dos profissionais de nível superior prestando concurso para gari…

É triste também perceber a dificuldade das pessoas em identificar que o que estava em jogo eram dois projetos bastante diversos para o país: um que vem promovendo mudanças há 12 anos e o outro, que durou 502 anos, até 2002. Por causa da insistente atuação anti-PT da mídia, só se fala em corrupção, como se tivesse sido inventada há 12 anos, como se não tivesse sido muito mais polpuda antes dos governos do PT. Não defendo nenhum nível de corrupção, mas justiça seja feita:

OS 10 MAIORES ESCÂNDALOS DE CORRUPÇÃO DO BRASIL

Ordem

Nome

Valor (R$ milhões)

Partido

Privataria Tucana

100.000

PSDB

Banestado

42.000

PSDB

Vampiros da Saúde

2.400

PSDB

Banco Marka

1.800

PSDB

TRT de São Paulo

923

PSDB

Anões do Orçamento

800

PSDB

Navalha da Carne

610

DEM

Tremsalão Tucano

570

PSDB

SUDAN

214

PSDB

10º

Máfia dos Sanguessugas

140

PSDB

Como se tudo isso não bastasse, ainda há tucanos que se julgam de esquerda e isso também contribui pra confundir os eleitores, pois eles afirmam que nossos projetos são parecidos. Ora, no papel até podem ser mas, quando colocados em prática, diferem diametralmente pela simples razão que os tucanos priorizam os bancos (entenda-se recessão) e nós priorizamos a produção e o desenvolvimento social (traduzindo: trabalhadores e empresários). Como é moda dizer: precisa desenhar?

E de forma arrogante, esses “sabe tudo/não sabem nada”, do alto de sua empáfia votam de forma conservadora ou anulam o voto porque “não gostam de política, não gostam de baixaria!” !!!

Enfim, o gigante muito bem acordado reelegeu Dilma. Lamento pelos anões.


[1] Há candidat@s do PT que contratam pessoas para panfletar, mas quem tem um mínimo de sensibilidade, DE LONGE percebe quem é militante de verdade.