Dalila foi o que de melhor aconteceu em minha vida desde que chegou, em março de 2002. Tinha então pouco mais de um mês e, até então, eu gostava de cachorros… mas à distância.

Praticamente desde que meu filho começou a falar, ele pediu um@ cachorr@. Acontece que eu sabia que quem cuidaria mesmo seria eu. Durante vários anos eu viajei bastante e, embora tivesse empregada em casa, não queria deixar um@ cachorr@ para ser cuidad@. Assim o tempo foi passando e, no verão de 2002, me dei conta que meu filho ia completar 18 anos e ainda não tinha @ cachorr@! Com a falta de prática, me ocorreu comprar um@ de raça[1]. Meus pais, há muito tempo, haviam tido umas Dachshunds (@s populares salsichas) e achei que seria uma boa ideia, já que são tão engraçadinh@s. Preferi que fosse fêmea (mais fácil de treinar no quesito higiene) e pretinha, porque tem sobrancelhas marrons. São lindas! Procurei em alguns Petshops, mas não encontrei fácil o que buscava.

Uns amig@s de Santo André foram comigo a uma feirinha de lá e, curiosamente, encontrei machos pretos e fêmeas marrons até que um criador disse que tinha em casa uma ninhada bem jovem, de Dachshunds pelo duro. Eu não conhecia e combinei de ir com ele no fim da feira. Porém… enquanto isso, apareceu uma moça com uma linda filhotinha para doação, justamente uma mestiça de Dachshund com Lhasa Apso. Foi amor à 1ª vista e fui com Dalila pra casa. Antes passamos num mercado pra comprar ração e potinhos e também pedir uma caixa pra transportar a filhotinha. Ela foi bem até certo tempo mas, no meio do caminho, saiu da caixa e quis colo. Não resisti, claro.

Ao chegar em casa com a caixa, meu filho não acreditou que, finalmente, tínhamos uma cachorrinha! Nem é preciso dizer o quanto ela sempre foi e é cada vez mais mimada. É meu eterno bebê, sem nenhuma dúvida. Ela é muito inteligente, comunica-se com olhares expressivos, latidos e até uns gemidinhos. É grande e fiel companheira, deliciosa de acariciar e carregar no colo, pois é “anatômica”: adapta-se perfeitamente ao corpo da gente.

Sempre é bom voltar pra casa, pois há a garantia de estar sendo esperada e ser muito bem recebida. Ela me chama pra sentar no sofá e, se acha que passou da hora, também me chama pra ir dormir. Claro, ela dorme comigo: não foi sempre assim – isso foi conquistado aos poucos. Quase sempre acordo antes, mas quando é ela, me acorda de forma muito delicada, só com uns gemidinhos.

Na verdade ela faz muita festa pra q-u-a-l-q-u-e-r pessoa que chegue em casa e não entende a razão de alguns mal educad@s entrarem em sua casa e não a cumprimentarem! (Nem eu!!) Ela tem lindos e grandes olhos e um olhar muito expressivo. É peludinha e macia, pequena, mas pesadinha: mais de 9kg.

Como ninguém é perfeito (nem a Dalila…) ela não gosta muito de cachorros! Teve um grande amigo, o poodle Loran, que ela avistava (ou cheirava?) de longe e com quem brincava com muita alegria. Fora ele, em geral ela é indiferente aos demais cachorros: não curte. Se forem grandes, ela late muito e eu acho que é de medo!

Como eu disse, ela é de 2002 mas, como não sabe, tem a vitalidade de um cãozinho jovem: adora passear, tanto a pé quanto de carro. Gosta de “jogar” bichinho, tem ótimo apetite e chega a ser bem gulosa. Como moramos nós duas, sempre que como algo, ela também come (não necessariamente a mesma coisa). Pra ela dou bastante cenoura fatiada (Vitamina A) e também queijo fresco picadinho (Cálcio). Veja fotos da Dalila!


[1] Há algum tempo, por vários motivos, tenho certeza que não há n-e-n-h-u-m-a razão para comprar um cão e alimentar essa verdadeira “indústria” de de fêmeas inocentes. Há inúmeros deles para adoção, dos mais variados tamanhos e tipos. Há inclusive, para quem faz questão, cães de raça para serem adotados.