23.08 – Visitei:

- Chinchero (3.762m), pequeno povoado de origem inca na região do Vale Sagrado. Além das ruínas locais há um tradicional mercado de produtos artesanais. Seu nome se origina na voz quechua sinchi, que significa “homem valente”. Foi fundada no meio das mais lindas campinas, com a finalidade de servir de lugar de descanso ao inca Túpac Yupanqui. Ali ordenou erigir adoratórios, banheiros, ruas e o grande palácio real em 1480. O atual povoado de Chinchero está construído integralmente sobre um assentamento inca de extraordinária extensão. O conjunto de plataformas com edificações está em torno a duas praças. A circulação se realiza por ruas e passeios, com terra pisada, pedras e canais de drenagem. El sistema de evacuação de águas da chuva e residuais alcançou um alto nível.

- Salinas de Maras – Maras é um típico povoado andino, em que, desde a época dos incas, seus habitantes coletam as águas que caem de um olho d’água chamado “Qoripujio” em tanques, construídos nas encostas das montanhas, para que evapore. São 3000 km de extensão divididos em “piscinas” de 4m2 cada, com até 30 cm de profundidade. A água é altamente salgada e emerge de uma corrente de água natural subterrânea. O fluxo é direcionado para um complexo sistema de pequenos canais construídos de modo que a água corre para baixo gradualmente para as várias centenas de pequenas lagoas em forma de escadas. A altitude dos tanques diminui lentamente, de modo que a água pode fluir através dos canais de abastecimento de água e ser introduzida lentamente através de um entalhe em uma parede lateral de cada tanque. A água evapora dos lagos aquecido pelo sol e se torna supersaturada de sal que se acumula no fundo. Então é fechado o fluxo de água e após alguns dias ao sol o sal é raspado e recolhido. As minas de sal de Maras funcionam em uma espécie de cooperativa, qualquer cidadão de Maras pode ter seu tanque para produzir sal. O efeito da luz solar refletida pelo labirinto das lagoas, no terreno inclinado da região forma uma linda paisagem, com brilho intenso! Almoçamos num local muito gostoso e agradável, que possui várias lhamas e vicunhas, além de araras.

- Moray – conheci um incrível centro experimental agrícola (incrível mesmo!!), que tem mais de 500 anos. Famoso por seu anfiteatro formado por terraços circulares formando uma cratera artificial. A maior delas possui 45m de profundidade e cada degrau em média 1,80 de altura. Pode-se dizer que Moray foi um centro experimental agrícola cunhado a mais de 500 anos dedicado à experimentação de culturas em torno dos diferentes níveis de altitude dos terrenos.

- Chéqoq – sítio arqueológico descoberto em 2003. Em suas ruínas grãos de milho e outros cereais foram encontrados em excelente estado de conservação.

– Fiquei no hotel Maizal Umbamba, de um casal muito simpático. É simples e bucólico, com araras faladeiras. À noite o dono providenciou para eu ir experimentar umas batatas especiais… deliciosas! Fui de “taxi”, um veículo adaptado, isto é, uma moto com carroceria. Muito legal, e custa só um peso, menos de R$1! Veja fotos aqui e aqui!!